Entenda de forma simples a importância da vacina no combate as doenças

 Por que a vacinação é o método mais eficaz no combate a doenças?

Uma das medidas mais importantes na prevenção contra doenças, a vacinação é o método mais eficiente que existe, pois ela age na fase de prevenção, antes que a doença se instale no nosso organismo. Afinal é muito melhor prevenir do que ter que tratar a doença.


Como funcionam as vacinas?

As vacinas agem no nosso organismo nos protegendo contra bactérias e vírus, desta forma evitando que ocorra doenças graves que poderiam afetar nossa saúde e levar até a morte.

A vacinação protege a comunidade como um todo e não apenas aqueles que recebem a vacina, portanto quanto maior for o índice de pessoas vacinadas, menores serão as chances de qualquer pessoa daquela comunidade, vacinada ou não, ficar doente.

Algumas doenças podem ser erradicadas totalmente. A varíola é um caso onde a vacinação fez com que ela fosse erradicada totalmente. O último registro da doença no mundo ocorreu em 1977.

Produzidas em laboratório, as vacinas têm a finalidade principal de treinar nosso sistema imunológico para que este saiba como combater a doença. Isto ocorre através da estimulação na produção de anticorpos, específicos no combate daquela doença.

É o nosso sistema imunológico que faz a produção de anticorpos. Serão essas substâncias produzidas pelo nosso corpo que irão agir no combate aos microrganismos invasores.

Uma pessoa quando devidamente vacinada contra uma determinada doença, desenvolve anticorpos que estarão preparados antes que o organismo entre em contato com a doença, deixando o nosso organismo de prontidão para agir rapidamente quando isso acontecer.

Por que cada vacina tem seu tempo?

O ideal seria aplicar todas as vacinas ao recém nascido, desta forma o protegendo de todas as eventuais doenças que possam ocorrer de uma só vez, mas infelizmente isso não funciona. 

O nosso sistema imunológico vai se desenvolvendo com o passar dos anos, logo ele não é capaz de gerar anticorpos, respondendo às vacinas sem que haja um determinado grau de maturidade necessário para que isso ocorra.

Somente após o nosso sistema imunológico alcançar maturidade suficiente é que determinadas vacinas poderão surtir efeito em nosso organismo.

No Brasil existe um programa de vacinação, coordenado pelo Ministério da Saúde, que oferta gratuitamente uma grande variedade de vacinas com cronogramas específicos para o combate de um grande número de doenças. 

É fundamental a conscientização dos pais sobre a importância das vacinas para que levem seus filhos aos postos de vacinação. 

A comunidade deve estar ciente da  importância que o ato de vacinar envolve, tanto para a pessoa como para a comunidade como um todo.

É importante estar atento aos calendários de vacinação divulgados pelo Ministério da Saúde. Existem calendários de vacinação para todas as faixas etárias, desta forma todos estarão vacinados nas datas recomendadas.

Quais são os tipos de vacina?

Criar uma substância que consiga estimular o nosso sistema imunológico a criar anticorpos, sem que esta seja capaz de provocar a doença é o grande desafio enfrentado na produção da vacina.

Para cada tipo de doença, há uma vacina específica. Uma vacina eficiente contra o sarampo não será eficiente contra a catapora e vice-versa.

Além disso, nem sempre o nosso sistema imunológico reage de forma igual perante a um determinado método de produção de vacina, portanto existem várias soluções para atingir eficiência na imunização do paciente.

Vacinas com vírus ou bactérias inativadas

Este é o tipo de método de produção de vacina mais seguro,  pois é produzido através de germes ou apenas partes deste germes mortos. 

A desvantagem é que vacinas obtidas através deste tipo de produção costumam ter baixa capacidade de imunização, necessitando de doses complementares para atingir uma proteção prolongada.

Neste tipo de produção haverão vacinas que irão expor o sistema imune a vírus ou bactéria como um todo e também vacinas que irão expor o sistema imune apenas a uma parte deste vírus ou bactéria.

Nestes  casos  apenas uma única proteína do germe poderá ser diferente das nossas proteínas, o que  já será suficiente para ativar o sistema imunológico, não havendo a necessidade de exposição ao germe como um todo.

Exemplos de vacinas produzidas utilizando vírus ou bactérias inativas:

  • Cólera
  • Influenza – gripe
  • Pólio
  • Hepatite A
  • Raiva
  • Tifo

Exemplos de vacinas produzidas utilizando partes de vírus ou bactérias inativas:

  • Pneumococo
  • HPV
  • Meningite
  • Haemophilus influenzae
  • Hepatite B

Vacinas com vírus ou bactérias vivas atenuadas

Existem casos em que nosso sistema imunológico não consegue identificar e ativar a proteção contra certos tipos de vírus ou bactérias quando inativos.

Entretanto há casos onde existe a possibilidade de criar vacinas que induzem a formação de anticorpos, mediante a produção com o vírus ou bactérias vivos. 

Nestas ocasiões a estratégia adotada será produzir a vacina com o vírus ou bactérias vivas, porém de forma atenuada, fraca o suficiente para não desencadear a doença, porém o suficiente para que ocorra a produção de anticorpos.

Nestes casos, estas vacinas serão mais seguras em pacientes sadios e não deverão ser utilizada por pessoas que por algum motivo estejam com o sistema imune debilitado, como é o casos de pessoas com AIDS, pacientes em tratamento de quimioterapia ou fazendo uso de droga imunossupressoras.

Este tipo de vacina deverá ser evitado pelas grávidas. Nestes casos poderão ocorrer complicações na gestação e riscos de infecção para o feto.

Este método de produção de vacina, por utilizar germes vivos no processo, é o que há de mais próximo a uma infecção real.

Vacinas produzidas com vírus atenuados costumam ser melhores estimulantes de produção de anticorpos, também geralmente há a necessidade de apenas uma ou duas doses, produzindo imunização que irá durar por anos e às vezes para a vida toda.

Exemplos de vacinas produzidas utilizando vírus ou bactérias vivas atenuadas:

  • Varíola
  • Sarampo
  • Catapora
  • Rubéola
  • Caxumba
  • Febre amarela

Toxoides

Existem ocasiões onde a causa da doença não está na bactéria e sim nas toxinas que a mesma é capaz de produzir.

Nestes casos são desenvolvidas vacinas visando o combate a estas toxinas e não a bactéria em si, desenvolvendo substâncias que consigam fazer com que o sistema imunológico realize a produção de anticorpos para combater estas toxinas.

Neste processo as vacinas são produzidas através da modificação destas toxinas, as tornando incapazes de causar a doença.

Os toxoides também costumam gerar uma imunização fraca, necessitando de doses adicionais de reforço após alguns anos.

Exemplos de vacinas com toxoides:

  • Difteria
  • Tétano


Imunoglobulinas 

Esta é uma técnica diferente de imunização. Neste caso são inseridos no organismo do paciente anticorpos já formados e obtidos através de outra pessoa ou animais.

A imunoglobulinas são eficazes em casos onde o paciente não dispõe do tempo necessário para a produção de anticorpos, desta forma anticorpos já prontos oferecem uma resposta mais rápida no combate à doença.

São eficazes, por exemplo, em casos onde uma pessoa contrai uma doença da qual ela ainda não foi vacinada. 

Uma desvantagem das imunoglobulinas é a de oferecer uma imunização ao paciente de curta duração, porém o suficiente para tratar a infecção. Após este tratamento e controle da doença, haverá a necessidade de vacinação como complemento para prolongar esta imunização.

Vamos supor que um profissional de saúde não vacinado contra a hepatite B que acidentalmente se fere com uma agulha infectada. 

Neste caso, o profissional precisará tomar a imunoglobulina e a vacina para não se infectar. 

A imunoglobulina impedirá a infecção atual, enquanto que a vacina servirá, neste caso particular, apenas para preveni-lo de futuras contaminações. 

Exemplos de doenças que podem ser tratadas com imunoglobulinas (anticorpos):

  • Difteria
  • Tétano
  • Catapora
  • Sarampo
  • Hepatite B
  • Raiva
  • Botulismo

A criação de uma vacina eficaz de imunização para uma determinada doença é um processo complexo e lento. 

Este processo pode levar mais de uma década até atingir um nível aceitável de segurança e eficácia.


A COVID-19 inaugura um cenário inédito. 

A pandemia gerou uma mobilização mundial com vários laboratórios de diversas nações investindo recursos financeiros e tecnológicos na busca de uma solução para combater o coronavírus.

Novos métodos de produção de vacinas também estão sendo empregados pela primeira vez na história da humanidade.

O resultado destes esforços já estão gerando resultados. Vacinas já estão em produção e em breve estarão à disposição da população.

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