Médico intensivista, o especialista em salvar pacientes em estado grave.

Quando uma doença se agrava, sua evolução pode levar à disfunção do órgão acometido, podendo também afetar demais órgãos, agravando o quadro e colocando a vida do paciente em risco.


A medicina intensivista surgiu da necessidade de haver uma área especializada em cuidar de pacientes críticos.

Esta é uma especialidade relativamente nova da medicina. Teve origem durante a segunda metade do século XX.

A especialidade surgiu do reconhecimento de que pacientes em estado grave, demandam por mão de obra diferenciada e especializada para oferecer melhor atendimento, desta forma, aumentando as estatísticas de recuperação destes pacientes.

Conforme dados do CFM (Conselho Federal de Medicina), o Brasil possui mais de 6.500 médicos intensivistas.

Uma das atribuições, logo quando sua jornada de trabalho inicia, o médico intensivista geralmente realiza uma rodada de visita a todos os pacientes. 

Nesta ocasião, este profissional revisa e elabora um plano de tratamento para cada um dos pacientes visitados.

Ele também interage, trocando informações com médicos assistentes, que geralmente eram aqueles que tratavam o paciente ou ainda, aqueles que, a partir da alta, o acompanharão na enfermaria.

Entre os procedimentos habituais, que são realizados pelo médico intensivista temos:

  • inserção de drenos torácicos;
  • ultrassonografia à beira do leito;
  • punção de veia central, cateterização arterial e cateterização de artéria pulmonar;
  • ventilação mecânica e intubação endotraqueal;
  • traqueostomia percutânea;
  • ECMO, balão intra-aórtico e marcapasso temporário.

Existem outras atribuições além das citadas. Os cuidados de fim de vida e a manutenção do potencial doador de cadáver também são exemplos das atribuições rotineiras deste profissional.

A rotina deste especialista é desafiadora e muito movimentada. 

Conforme a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a quantidade máxima que um médico intensivista mantém sob sua responsabilidade é de no máximo 10 pacientes.

Áreas de atuação do médico intensivista

São diversas áreas que estão dentro do campo de atuação do médico intensivista.

Este profissional pode lidar com diversos perfis de pacientes de UTIs gerais ou UTIs especializadas, mediante treinamento adequado.

Entre alguns exemplos de atuações que servem para diferentes perfis de pacientes, temos:

  • com pacientes que precisam manter a fisiologia sob controle rigoroso para evitar danos secundários;
  • pacientes submetidos a uma alteração fisiológica massiva, devido a uma resposta esmagadora ao estresse ou uma compensação inadequada dessa resposta (o trauma grave é um exemplo) .
  • para indivíduos com reserva fisiológica mínima, que sofreram agressões agudas potencialmente reversíveis, necessitando suporte até que as anormalidades se revertam; 
  • admissão na UTI para monitoramento;
  • no pós-operatório, como extensão da sala de recuperação anestésica; para cuidados intensivos de enfermagem, que não são disponíveis em outras unidades ( a unidade de queimados é um exemplo) ;

A residência médica em medicina intensiva

O tempo de duração que leva a residência médica em medicina intensivista é de 2 anos.

Como pré requisito obrigatório, os candidatos deverão ter concluído residência médica em uma das áreas a seguir:

  • neurologia;
  • clínica médica;
  • cirurgia;
  • pediatria;
  • anestesiologia;
  • infectologia.

O treinamento de competência em terapia intensiva é fundamentado em parâmetros internacionais para implementação em várias regiões do mundo.

Durante o período de residência, o médico receberá treinamento em:

  • cuidados terminais;
  • cuidados peri-operatórios;
  • procedimentos práticos;
  • intervenções terapêuticas/suporte a sistemas orgânicos;
  • controle de doenças;
  • condições de falência única ou múltipla dos órgãos;
  • transporte;
  • segurança do paciente e controle de sistemas de saúde;
  • profissionalismo;
  • diagnóstico: avaliação, investigação, monitoramento e interpretação de dados;
  • ressuscitação e controle inicial do paciente agudamente enfermo;
  • conforto e recuperação

Dr. Rodolfo é Cardiologista na clínica Neurocor de Cornélio Procópio

O Dr. Rodolfo Paris Soares é especialista na área de medicina intensivista. Além desta especialidade, ele também é especialista nas áreas de clínica médica e cardiologia. 

“Estudar é a meta, salvar vida é a missão.” Dr. Rodolfo Paris Soares.

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