Estudos apontam uma proteína como causa para a doença de Alzheimer.

Principal doença neurodegenerativa, a doença de Alzheimer ocorre com maior frequência nas pessoas após os 65 anos de idade. 

Os gastos mundiais com a doença, segundo estimativas, ultrapassam 1 trilhão de dólares por ano.

Projeções apontam que até 2050, mais de 1% da população mundial desenvolverá a doença de Alzheimer.

Comum entre a população idosa, a doença de Alzheimer provoca uma desordem cerebral, afetando gravemente a forma como a pessoa executa suas atividades cotidianas.

Esta doença atinge várias partes do cérebro, entre elas as responsáveis pela memória, pensamentos, coordenação motora e memória.

Apesar dos esforços em pesquisas, a ciência ainda não conseguiu chegar a um tratamento específico eficaz para esta doença.

Embora ainda não haja cura, vários estudos, indicam procedimentos que seguidos aumentam as chances de prevenir o surgimento desta doença ou retardar sua progressão, caso o paciente já possua um diagnóstico positivo para a doença.

Preparamos algumas matérias a respeito dos estudos que estão sendo realizados em várias partes do mundo e que apontam algumas formas de prevenção.

Veja também:

Estudos apontam a obesidade como fator de risco para o Alzheimer

Nesta publicação, vamos tratar dos estudos que apontam uma proteína como sendo a principal causa para o surgimento da doença de Alzheimer.

A proteína Beta Amiloide na causa do Alzheimer

Foi verificado que a doença de Alzheimer pode ser causada pelo acúmulo do peptídeo beta-amiloide, em placas do tecido cerebral.

Segundo esta hipótese, o acúmulo progressivo desta molécula no cérebro pode ser a principal influência para a causa da doença de Alzheimer, provocando danos significativos para as células nervosas com consequente morte cerebral.

O início da doença ocorre quando o acúmulo da proteína amiloide começa a formar placas no cérebro.

Este é um processo lento que não gera sinais de declínio cognitivo e que pode durar décadas até que os primeiros sintomas apareçam. 

Um experimento realizado com culturas de células nervosas em laboratório, demonstrou os efeitos que esta proteína provocou ao entrar em contato com as mesmas.

A filmagem que resultou no vídeo abaixo foi acelerada e demonstra a evolução do experimento durante 3 dias.

No vídeo da esquerda (lado esquerdo da tela), uma cultura de células nervosas com adição da proteína beta amiloide. 

No vídeo da direita (lado direito da tela), uma cultura de células nervosas sem adição da proteína beta amiloide, servindo para comparação.

Observe que no vídeo do lado esquerdo da tela, há uma gradual interrupção dos movimentos dos neuritos e também uma progressiva instabilidade na conformação da célula, o que não ocorre nas células do lado direito do vídeo.

Este experimento aponta para novas possibilidades de estudos e desenvolvimento de novas drogas para evitar o surgimento da doença.

Existe forma de controlar a quantidade de proteína Beta amiloide no cérebro?

Sim. O sono é um exemplo.

Dormir mal é algo prejudicial. Estudos comprovam que o sono mantém os níveis da proteína beta amiloide em níveis mais baixos, desta forma auxiliando no controle do acúmulo de placas desta proteína no cérebro.

Para saber como dormir bem, preparamos uma matéria sobre o assunto aqui no site da Neurocor. Veja a matéria: 

Quem dorme mal envelhece mais cedo e adoece mais

A prevenção ainda é a melhor forma de combate a doença de Alzheimer.

A cura para o mal de Alzheimer é algo que a ciência busca por uma resposta definitiva.

A prevenção ainda é a melhor alternativa.

Para complemento deste assunto veja as matérias:

Evite perda de neurônios ao eliminar estes 7 hábitos

8 sintomas que podem indicar sinais de demência


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